Japoneses e concisos

Por enquanto, nada de trabalho e essa é a maior desnovidade que tenho. Concursos? O da Casa da Moeda e do Banco Central. Mas, como diria um amigo meu: enquanto você fica ai com essas besteiras (tipo atualizar blog) tem japonês estudando!!

Por falar em nipônicos, se tem um povo que eu admiro são é esse. Pela determinação, obstinação e estilo de vida moderado que os ilhéus tem. Determinação até quando o assunto é dar cabo da própria vida, diga-se de passagem. Vi numa reportagem uma jovem de 101 anos subindo num pé de limão. Ela e a neta, cinquentona! Muitos elementos da cultura deles vieram da China (como o Budismo e a escrita) mas nada que tire seus méritos. O hai-cai é 100% japa, por exemplo.

Estou indo correr no parque florestal aqui perto de casa (hoje rompi a barreira dos 2 Km - um pequeno passa para a humanidade, mas grande para um homem) e têm um monte de velhinhos que fazem Taixixuam (um tupiniquim falando), a maioria deles são nipos.

Fora os pastéis que eles fazem, né: quêqueisso!

Finalizando, informo que voltei a postar micro-contos no twitter http://twitter.com/souzawell. Não sou muito popular nesse lugar mas a primeira coletânea do Tamanho Não É .Doc em que participo me animou.

E fiquem com dois poeminhas concisos que fiz por esses dias (Acho que não são hai-cai's. Há quem chame isso de poetrix). Profiro poeminhas mesmo ;)

Abraços!!

P.S.: O título da postagem não é um trocadinho ou algo que o valha!! rsrsrs


IMIGRAÇÃO AO BRASIL

O cais, na cidade do Porto.
A barca muda almas de infernos:
pessoas se desvanecem na morte.


BACCO

Não há como aceitar
cordeiros
– não sendo um deus assim como eu.
[...]

SAMIZDAT: Desejo e castidade

[...]

E-zines

Uma coisa legal e útil que tenho visto na net por esses tempos são os entusiastas com a literatura. Literatura marginal? Não usaria esse termo no sentido "esquerdista" ou "do submundo". E sim apenas porque não é distribuído em massa. Apesar de se sustentar nos pilares da internet, esta "literatura subtítulo" não tem o apelo comercial que as grandes editoras podem proporcionar aos seus escritores escolhidos. São contos, poemas, poesias, prosas poéticas, crônicas que, teoricamente, têm a mesma estrutura das comercializadas, mas são distribuídas à margem do grande público e dos profissionais críticos da área.

Nos tempos pós vanguardistas, o que justifica uma obra de arte? Depois que um mictório foi exposto em um museu, TUDO o que desperta algum sentimento no homem pôde ser chamado de arte. Ou seja, tudo pode ser chamado de arte. Ante essa crise de objeto de estudo para os críticos busca-se conceitos e padrões para uma nova definição de arte; e um desses padrões que difenciam um objeto feito para urinar de um feito para enfeitar as salas-de-estar refinadas é a presença em exposições e museus. A abertura ao grande público. A isso automaticamente somamos a catalogalização etc.

Assim ocorre na produção literária. O que diferencia um texto literário de um "não" é impressão deste em periódicos (livro, jornal, revista, e-zine etc) e a distribuição a distribuição comercial à sociedade. Mas será que os textos que se escreve informalmente nestes vários espaços sibernéticos não podem ser tratados como literários? E de "literatura marginal"?

Não sei. E pra falar a verdade, nem quero saber. Só sei que faço, e gosto do que faço.

***

Nestes dias tive duas boas notícias: Uma é que uma jovem copiou um poema meu no blog dela. Deixou a entender que era copiado de outro lugar (o poema esta em vermelho, contrastando com o texto) mas não deu os devidos créditos (o que me deixou meio assim ¬¬). Em outro post estava um do Drummond. Será que isso justifica a alcunha de poeta? rsrsrs!!

As outras são os fantásticos trabalhos realizados pela Oficina Editora. Os e-books são poucos, mas bons, vale conferir. E a meninas dos olhos é a revista Samizdat, que chega à sua 22° edição (minha terceira) de muita literatura e um ótimo acabamento. Outro projeto criativo é o livro de microcontos "Tamanho não é doc.", que tem como conteúdo contos de até 140 caracteres (à la Twitter). Este está na segunda edição.

Segue os dois links:

AGORA VOU DORMIR, AMANHÃ TEM COOPER ÀS 07:30!!





Por que Samizdat? , Henry Alfred Bugalho

ENTREVISTA
Antonio Luiz M. C. Costa

AUTOR EM LÍNGUA PORTUGUESA
Carta a El Rei D. Manuel (excerto), Pero Vaz de Caminha

MICROCONTOS
Primeira Lição Colonial, Simone Santana

CONTOS
O Messias do Ocidente, Joaquim Bispo
Imagem de Barro, Wellington Souza
O Troféu, Volmar Camargo Junior
O Sorteio , Henry Alfred Bugalho
Relações Postais, José Guilherme Vereza
Ventanas (I), Sheyla Smanioto Macedo
A Sogra, Mariana Valle
12 de outubro sob ataque, Léo Borges
We’ll always have Paris, Barbara Duffles
Duetos Assassinos, Giselle Sato
Conspiração ZHAARP - Big Bang Microcósmico - Capítulo 4, Dênis Moura

TRADUÇÃO
Carta de Cristóvão Colombo anunciando o descobrimento da América

TEORIA LITERÁRIA
Caminhos para o autor independente, Henry Alfred Bugalho
Jogue sua Gramática no Lixo, Guilherme Augusto Rodrigues

CRÔNICA
Eu não gosto de ninguém da América do Sul, Léo Borges
Quem é você, quem sou eu?, Ju Blasina

POESIA
Laboratório Poético, Volmar Camargo Junior
Blavino, Ju Blasina
Poetrix, Ju Blasina
Sonata da Criação, Wellington Souza

SOBRE OS AUTORES DA SAMIZDAT

http://www.revistasamizdat.com/2009/11/samizdat-22.html
[...]

Dever de Diversão

Como diz a minha mãe: primeiro a obrigação, depois a diversão. Bom, isso no tempo em que ela ainda me dava ordens. Quando eu chegava da escola e queria ir pra rua jogar bola ou para a casa de amigos jogar video-game.

O dever de hoje é homenagear uma jovem que, graças ao Deus de vocês, está ficando cada vez mais jovial (ou pelo menos está assim se mostrando) e nos fazendo cada dia mais felizes. Em tardes inteiras no skype ou matando o tempo no Facebook (relações pós-biológicas, como dizem os teóricos) essa nossa convivência sem álcool e carne (está bem, quase sem...) me (nos) re-educa sobre como ter bons momentos, momentos singelos em que o milagre de nos esquecermos de nossa cruz se realiza. (Ia escrever mais alguma coisa, mas me esqueci.)

Enfim, parabenizo a senhorita Liliane Akamine pelos seus XX anos de vida e agradeço pela companhia agradável que o Deus dela faz ao meu.

A diversão segue abaixo: Só pra variar é um poeminha antigo e singelo (mais antigo que singelo).


AMOR DEPOIS DE FEITO 01.07

O amor retrocedeu
foi fechando
fechando
encolhendo..
Brochou:
voltou a ser botão.
Sem cor
Sem perfume
Sem nada.

Este é um dos poemas preferidos do caderninho V (cinco). P.S.: tenho a mania de anotar os poemas que escrevo em cadernos e, de quando acabar, nomeá-los. Não é láááá muito másculo, mas é eficiente!

COISAS INÚTEIS
Por esses dias acho que vi um fantasma. Ela estudou comigo no colegial. Eu era inocente, puro e besta (era?), gostava dela mas fingia ser somente amizade. Ela era solteira. Eu "sempre" fui solteiro. Digo "acho" que vi porque não tenho a certeza de que era ela: estava com umas bochechas maiores (vi de relance) e a bunda também (a essa prestei mais atenção). Irreconhecíveis.

Voltei ao projeto Concurso. Etapa do projeto dinheiro para realizar o cronograma da vidinha de merda que nos espera.

Ainda bem que eu tenho AMIGOS!!
[...]

Selo??

Bom, meu dever moral e cívico me impeli a retribuir gentilezas.





Valeu Senhorita Introspectiva!!



Citar 5 coisas que considero como realidade utópica, de tão lindas.

Ganhar dinheiro com poesia
Ganhar dinheiro vendendo vatapá
Ganhar dinheiro na bolsa de valores
Ganhar dinheiro como dublê do Roberto Carlos
Ganhar dinheiro morando na praia

Oferecer a outros blogs. (Não Especifica quantos)

Mulherices - Por que MEIGA é a Hello Kitty

Luz e sentido e palavras - Simples estar-no-mundo

Sonhos e clichês 2 - ESPAÇO PARA A CONTRIÇÃO E REFLEXÃO, COMO É O DOMINGO DE PÁSCOA, O DOMINGO DE RAMOS, O DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS -ESSA DATA TÃO BRASILEIRA! - E POR AÍ VAI. PURIFIQUEM-SE, JEJUEM E OREM!!

Divagar, sempre - Divagando devagar diariamente, ou não.

Um pouco de açúcar... - Busco o equilíbrio, onde posso sentir com inteligência e pensar com emoção


Acho que é isso!!
[...]

Úteis e Inúteis e nada

Coisas mais ou menos úteis:
Conto escrito para a revista literária Samizdat:

Poema:


Coisas inúteis

“Vontaaaaade de escrever no blog”, pensei. Depois de alguns segundos de lapso, a pergunta “mas o quê?” me trouxe novamente à realidade.

Esse vazio é o que toda pessoa que queira o ofício de escrever deseja: a liberdade para vagar pelas realidades sem contaminar essa percepção com problemas ‘particulares’ (que se opõe aos ‘gerais’ almejados). A objetividade científica usada para desvendar a subjetividade das personagens, um eu-lírico decantado sistematicamente.

Mas tem também suas desvantagens, e uma delas é a de achar o ponto de partida para o texto. Muitas vezes recorremos à metalinguagem o que, em muitos casos, acaba irritando o leitor.

Bah, estou me tornando um imbecil, isso sim. Imbecil é aquele que não tem mais tesão em descobrir; está estático, em movimento uniforme rumo ao final conhecido por todos. Vai se tornando um livros, uma bateria de sentimentos (substantivos) que não ganham a ação do verbo. Imbecil porque os verbos que rompem a precariedade do sujeito e expelem movimentos são conjugados apenas em primeira pessoa -- o você, o nós, somem da boca dos imbecis que somente enxergam a si.

Recapitulando o post anterior:

• Trocando Livro, o site: Bons frutos nesses tempos. Envie dois do Marcel Proust (ainda sou muito jovem para ler ele, vou fazer como o Arnaldo Jabor: esperar ficar capenga das idéias para pegar os seis livros e mandar bala!) e um do Oswald Andrade (Poesia Reunida, que tinha dois exemplares idênticos). Então tinha direito a três livros, certo? escolhi um do Edgar Morin: 'O Espírito do tempo – Cultura de Massa no século XX'; um 'Diário de um Fescenino' do mestre Rubem Fonseca e um do Gárcia Márquez: 'Os enterros da Mãe Grande'. Mas com este ultimo veio ‘véio’ e feio e soltando páginas, então reclamei e me deram direito a escolher outro; eis que tinha um 'Cem Anos de Solidão' dando sopa! daí zás, está a caminho já. Espero que tenha mais sorte dessa vez...

• Dos Jogos, continuo firme no xadrez. É interessante o poder de concentração que cada jogo exige... Domingo eu estava meio aéreo, cabisbaixo... enfim, tristinho; daí não ganhei uma sequer. Já hoje, recomposto, de três perdi uma: estou quase bom.

E só.

Vale comentar sobre os textos postados para a revista aqui também.

Abraços e por ai vai...
[...]

Jogos, doc. e poemas

Era para ser apenas mais um teste do template novo. Era…

O Homem não sabe mais ser nômade. Esqueceu-se. Hoje o que mais queremos é um canto, uma caverna e pessoas para cirandarem conosco em volta da fogueira. Para pintarmos o rosto com tinta sintética e não-tóxica, nadar na cachoeira e recitar ao pé do ouvido.

Uma semana de jogos e de vídeos e currículo nada poéticos. Só para variar.

Os jogos são xadrez contra o computador e FarmVille (facebook).

Ganhei três partidas de xadrez no meio da semana, mas depois voltei a perder, com de costume. Não se pode vacilar e ficar brincando se à sua frente está algo implacável como um computador: ele reverte o placar e derruba seu rei sem dó. Não pensa que você tem uma auto-estima a zelar. E o pior é que quase (para não falar tudo) é assim. Aprendam isso crianças: não vão pensando que seus problemas acabarão depois que passarem pelo vestibular (isso se a galera que organiza o ENEM parar de dar relaxo); ou depois que acarem a faculdade. Não acabarão. Só vão ficando mais complicados, mais difícil de executarmos o xeque-mate. Ah, e mais difícil de voltar atrás também. Se comemorarem uma boa jogada, cagarão na próxima partida. Mantenham o foco. “Façam o que eu digo, não o que faço.”

A pior coisa é perder de virada. A melhor coisa é ganhar de vidara.

O jogo do facebook consiste em montar uma fazenda e ir administrando. Plantando e colhendo. Enfim, babaquinha, mas interativo. Fiz até uma planilha para auxiliar nas tomadas de decisões de como investir meus recursos. Afi!!!

Poema do ano passado. Mas não mudei muita coisa de lá para cá. (Somente de cidade…)

 

O POETA ALIENADO

Tudo o que eu quero ainda não
descobri.
Sei que quero,
pois todos querem tudo,
então,
de certo,
também hei de querer
coisas e coisas
– mas elas se mantêm encobertas.

Há a ânsia
em ver o mundo se abrir
como uma mexerica
ante a força bruta dos dedos que perfuram
da crosta
até o núcleo
e, alavancando
a divide em duas para o bel-prazer da glândulas
degustivas...

queria conhecer meus vícios
meus prazeres e minhas fraquezas
cometer meus pecados de gula e luxúria
– as ganâncias a eu tenho direito
e acredito fazer jus.

Mas,
como não parece ainda ter chegado a minha hora,
passo a vida a observar,
com certa estranheza,
acrescento,
como as pessoas agem por impulso
e reagem a estímulos,
sem entender lá muita coisa...

 

O vídeo é, na verdade, um documentário sobre o Egito antigo. Não vou ficar falando muito aqui não senão vai encher o saco, mas alguns pontos interessantes.

Primeiro: Os caras chegaram na planície do Nilo (12.000 A.C.) já fodidos de bons, erguendo templos, movendo blocos de centenas de toneladas e com a escrita desenvolvida. Os cientistas acreditam que eles eram habitantes de Atlântida (isso mesmo, aquela cidade lendária) que foi destruída por um dilúvio (bíblico?). Os fundados do Egito sobreviveram graças a arcas construídas e ‘magnetizadas?’ e a região do Nilo foi escolhida por ser um ponto de conversão magnética da Terra. Hoje está provado que realmente esses pontos existem. Inclusive o Triangulo das Bermudas fica sobre um e a base americana de lançamento de missões espaciais (Cabo Canaveral).

Segundo: Eles tinham um avançado conhecimento estrelar. Além de ter mapeadas as constelações, sabiam que a Terra era redonda, de sua translação (ao redor do Sol) e do ciclo cósmico (volta que o Sol dá em torno do centro da Via Láctea que dura em torno de 25.920 anos passando por cada uma das doze constelações). Para a nossa civilização, a “descoberta” desse ultimo ciclo é recente.

Terceiro: O progresso, para eles, não estava relacionado à conquistas materiais, mas sim espirituais. Buscavam expandir a consciência e transcender o homem material – se tornarem super-homens (assim como veio a falar Zaratustra).

Para quem quiser assistir o começo do doc. pelo You Tube.

Para quem quiser baixar o torrent.

OLHO DE HORUS2

 

“minha cabeça só faz aquilo que ela aprendeu. Por isso mesmo, não confio nela, eu sou mais eu.”

-- Raul Seixas

 

Agora vai começar o jogo do Todo Poderoso, deixa eu abrir minha Antarctica – SUb Zero e ficar quieto.

 

Abraços!!

[...]

Recomendações

Salve, salvem!

Site: Trocando Livros (http://www.trocandolivros.com.br)

Não dava nada pelo serviço gratuito que ele oferece mas, munido da despretensão que leva a grandes feitos, criei uma lista com livros que estão (e ficarão) empoeirando na minha biblioteca.

O FUNCIONAMENTO: Você vai até a sua estante, armário, prateleira onde repousam seus livros e escolhe uns “bons”, que estejam relativamente novos (e sem dedicatórias). Então entra na página do site, faz o cadastro (que é bem simples) e monta uma lista de livros que dispõe para troca. Daí quando alguém solicitar algum desses livros, você envia pelo correio. O correio lhe fornece um número de envio que você informará no site e pronto: terás ganho um ponto. E com esse ponto você escolhe um novo livro usado. Gastando apenas o preço do envio, que não passa de 5,50 tostões.

Esse três abaixo já foram solicitados. O que me dá o direito de escolher três livros do acervo deles. Mas disso falarei abaixo.

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Recomendações:

 

Poesias reunidas - Obras Completas. Oswald de Andrade.

O tempo recuperado Marcel Proust

À sombra das raparigas em flor Marcel Proust

 

Esta é o restante de lista, que está a disposição para troca.

 

A vida real Fernando Sabino

Eugênia de Grandet Honoré de Balzac

No caminho de Swann Marcel Proust

Nossa Senhora de Paris: o Corcunda de Notre-Dame Victor Hugo

 

Pretendo solicitar: “Os funerais da Mãe Grande – G. Gárcia Márquez”. Também queria “O romance Morreu – Rubem Fonseca”, mas, ao que parece, já pediram pois não conta mais na lista.

Tenho o bônus de 1 ainda, que não sei bem o que fazer. Talvez pegue um Harry Porter para a minha sobrinha. Quem sabe esses livros não seja a porta para um futura leitora assídua?

Enfim, quem tem livro parado (seja porque não gostou, seja porque ganhou de aniversário daquele amigo chato que quer te “forçar” a ler Jô Soares ou Paulo Coelho) e quiser se livrar de maneira produtiva, eis a solução. Isso, é claro, se o amigo não for tão chato à ponto de mutilar um livro escrevendo dedicatória à caneta!

“Olhos os livros na minha estante/ Que nada dizem de importante/ Servem só pra quem não sabe ler" – Raul Seixas". Só quem não “sabe ler” se impressiona com uma biblioteca onipotente e seu dono.

 

Momento poético:

 
Réquiem

Esperou a estrela mais brilhante,
o ultimo vagão celeste
para partir.

Deixou um corpo vazio
e uma lacuna em tantos
outros
onde ainda ecoam
seus cânticos de lavadeira
e de passarinho...

Estou preparando um arquivo com vários poemas, capa e contracapa. Tudo em .pdf.

 

 

OUTRA:

wallpaper_02

REVISTA ELETRÔNICA DO AMIGO RUBENS MEDEYROS.

http://rubensmedeyros.blogspot.com/

Está é uma publicação que está disponível para download gratuito (link abaixo e no site do editor Rubens) que visa promover não só a literatura, mas também artigos relacionados a cinema, moda, charges e textos poéticos de diversos autores diluídos nessa imensa sopinha que é a internet. Além, é claro, de uma arte gráfica muito linda e em total simbiose com os textos!

Abaixo, o editorial desta terceira edição (primavera):

É primavera, a estação das flores.
Nessa estação os campos ficam mais coloridos e cheios de vida: é a época geralmente relacionada ao amor.
Em especial nessa edição da Sunshine tentamos demonstrar a relação e proximidade dos versos poéticos, do amor e da estação amorosa, em cada texto o leitor poderá constatar de modos diferentes como esse período do ano nos inspira na arte textual ou pintada.
Veremos ainda que o amor não é exatamente um tapete de flores vermelhas, pura ironia, mas que o caminho pode ser interessante mesmo que haja alguns cravos no percurso.
Rubens Medeyros

http://www.4shared.com/file/134766901/76a6067e/Sunshine_Primavera_2009.html

Abraços!

</span>

[...]

METRÔ, SÃO PAULO/ SP BRASIL

Menina muito branca sem cheiro,
lânguida e desalmada. 

Outra, mais velha
cabelos negros e olhos verdes tatuagem e decote
Não me sento ao seu lado, vago
Posiciono-me para apreciar o que se mostra dos mamilos brancos de uma vida na caverna
– meus óculos escuros na ausência do sol, de certa forma, denunciam.

Outra, em flor
Tanto na idade quanto no perfume que, semeado pelos ventos metrônicos, se espalha de forma homogênea pelo subsolo. Não fosse a mulher mais aquosa do mundo, seria difícil precisar sua origem. Entramos em vagões diferentes e desvanecemos na morte um para o outro.

Parece que nossas almas não andam de metrô. Quando ele parte elas continuam flutuando, sentadas, no mesmo ponto, em frente à plataforma. Tornamos-nos soldados do antigo império chinês, petrificados, esperando a hora de a batalha recomeçar.

No celular, um sujeito prateado e de mãos grandes coloca um som de Bob Marley para tocar.
Um raio azul entre em minha cabeça pelo entre-olhos (final do nariz) e toma o que me resta de vida: beijo no estacionamento do banco onde eu trabalhava.
“Unhas assim como a sua me excita, sabia? Tom escuro contrastando com a pele opaca”. “Agora toda vez que eu for escolher a cor do esmalte me lembrarei de você!”. Risos.
Gostava quando ela se sentava à minha frente, na bancada. Mas às vezes ficava ao meu lado. Noutras, do outro lado, oculta. Temperamento feminino é estranho. Tem um rosto muito bonito, mas se acha um tanto volumosa. Não acho. Apesar de eu insistir para que deixasse sempre o cabelo encaracolado, natural, vivia alisando com chapinha. Perto de nos separarmos, fez uma progressiva, matando para sempre as ondas das costas. Depois de algum tempo desisti de achar explicação no mundo material para suas intempéries.
Toma meu MP3 e ouve. Jorge Ben com Gilberto Gil, show da década de 70. “Nossa meu, você deve fumar muito!” Risos. “Quer conferir? amanhã é sexta.” “...”, “lá em casa, conto piadas. Marcado.” Em casa, constatei que não somente a boca fica seca, depois. Tivemos que improvisar o lubrificante.

“Homem é foda”. Mulher gosta de romances, parecem sempre estar dispostas. Homens não. A verdade é que homens não gostam de se apaixonar. O pior são as metas. Pelo menos a minha verdade é essa. Gosto de manter as coisas sob controle. “Todo homem é uma ilha.” Homem que usa frase feita é pior ainda. Continuamos amigos. “Dividir a cerveja com amigos e a cama com amigas”, bah! Idiotice. Não vou ficar contando meus fracassos, se bem que daqui a pouco as estórias de sucesso se findam. Ela disse que se lembraria de mim toda vez que ouvisse reggae. Por algum tempo pode até ser que lembrou, mas nada que dependa da ação humana é sempre, constante. Às vezes até queremos, mas esquecemos. Fazer o quê? Fazia tempo que não revivia isso. Ainda bem, reviver muito é sinal que o presente está torto.

Volto para a realidade depois desse lapso no espaço-tempo.
O feixe de luz dissolve-se e desativou, assim, a memória. Ainda hei de não voltar dessas regressões.
A porta do metrô está se fechando.
Olho para fora e é a minha estação.
Até cogito correr, mas não: prefiro a certeza da derrota à dúvida do sucesso. Arrumo o livro dentro da mochila, confiro bilhete óculos carteira zíper-fechado barra-da-calça-cobrindo-a-língua-do-tenis. Celular. OK

Engraçado como às vezes memórias nos roubam do hoje.

bebe borboleta

Chuang Chou, segundo a mitologia chinesa, sonhava sempre que era uma borboleta. Até que um dia ele acordou e não sabia mais se era um sábio sonhando que era uma borboleta ou se uma borboleta sonhando que era um sábio. Raul Seixas fez uma música para homenageá-lo. Também confundimos a realidade. Síndrome do pânico e afins são extremos patológicos de nossas fantasias. No meu mundo, algumas das jovens acima citadas retribuíram os olhares. Vai saber?

Ia acrescentar mais alguma coisa... Deixa pra lá. Vou ler que ganho mais. Ganhamos mais!

 

P.S.: No geral, sou um cara agradável, amável, educado. Sei fazer piadas oportunas. As mães das minhas amigas me querem para genro. Sei ser romântico (embora todas as vezes que fui, foi para contornar alguma situação adversa) e chegar sorrateiro por trás e dar susto. E depois beijinhos no cangote. Enfim, procuro desfarçar bem o cara taciturno…

Só estava com a guarda-baixa e achei o momento propício para escrever aqui.

[...]

auto entrevista…

proposta e formulada por Henry Bugalho na comunidade do orkut Escritores – Teoria Literária.

Já que não tenho mais nada melhor para postar aqui, depois do poema segue minhas singelas respostas. Poema, esse, bem bestinha. Reflexo do espírito: porque eu estava bem bestinha. Mostrava convicção em não querer mais ficar com ela, mas querem maior besteira do que demonstrar convicção em algo deste mundo?

P.S.: Não escrevi o conto mencionado na postagem anterior. E sim um mais simples: duas pessoas se refugiando da chuva debaixo de um toldo, na calçada. Uma piadinha do cara. Uma boa resposta da menina. O pedido de tréplica – mas não ali. Proposta de irem a um café.

Abraços!

COMO MAR À ILHA 

18.10

Eu gosto disso,
de você,
mesmo me cercando...
o mar à ilha.
Me envolvendo
fago citando
digerindo
e devolvendo
ao corpo
o espírito
defecado que sou.

Solto, disperso em você
que dá razão ao meu ser
como o mar à ilha.

 

Auto-entrevista:

1 - De onde você é?
Pedra Branca, São Paulo, São Paulo - Brasil.

2 - Por que você escreve?
Porque é a melhor coisa que sei fazer. Não a que dá mais prazer, mas pelo menos não me dá a obrigação de ligar depois.

3 - Quais são as realizações de sua vida?
Estar concluindo a faculdade. Tecnicamente ainda falta acabar a monografia.

4 - Quais seus maiores fracassos?
Ter quebrado um vaso da minha mãe; ter levado um gol por debaixo das pernas no colégio. Ser uma promessa, ainda.

5 - Defina-se em uma frase.
Onde nada queres nada falta.

6 - O que lhe dá prazer?
Ver o meu time jogar bem (Corinthians). E sair para beber com os amigos - mas sem essa de beber socialmente!

7 - O que o irrita?
Barulhinhos que atrapalham a madrugada. Fazer algo ‘nas coxas’.

8 - Se você pudesse ser um animal, qual seria? Por quê?
Um animal que habite as montanhas ou alado. Lembrou-me uma namoradinha... deixa para lá.

9 - Se o mundo fosse acabar amanhã, o que você gostaria de fazer antes de morrer?
Nada.

10 - Qual personalidade, viva ou morta, você gostaria de conhecer ou ter conhecido?
Tomado uísque com o velho Vinicius de Moraes, mas sem falar nada, só escutando histórias…

Perguntas Provocações

11 - Qual o melhor autor que você já leu?
Gárcia Márquez, com certeza. Gosto muito de Rubem Fonseca também, mas entre O realidade e O fantasia, prefiro O fantasia.

12 - Qual o melhor autor que você ainda não leu?
Tem uma porção no Nobel’s que ainda não li. Mas a lista está feita.

Perguntas Direct From Actors Studio

13 - Qual o som que você mais gosta?
Solo de violão.

14 - Qual o som que você menos gosta?
Dos coolers do meu computador.

15 - Uma palavra.
Cajá.

16 - O que você gostaria de ouvir de Deus quando chegasse ao céu?
Vai uma bolinha?

17 - Qual seu palavrão favorito?
Ah meu, vaisefuder.

Perguntas literárias

18 - Obras longas ou curtas?
Densas.

19 - Tragédia ou comédia?
Comédia.


20 - Personagens cativantes ou odiosos?
Humanos (mistura).

21 - Clássicos ou best-sellers?
Clássicos.

22 - Prosa ou poesia?
Difícil. Mas vou de prosa.

23 - O livro ou o filme?
Acho que cada um tem a sua hora. Até por uma questão de praticidade, vejo mais filmes. Mas entre as obras que mais me impressionaram estão livros.

24 - Inspiração ou transpiração?
Inspiração.

25 - Academia Brasileira de Letras ou o primeiro lugar no ranking dos mais vendidos?
Academia. Embora ambas sejam ouro de tolo (estar ao lado de J. Sarney ou de Paulo Coelho).

[...]

jardim japonês.

O que fazer primeiro: plantar uma árvore, escrever um livro ou sair correndo pelado e gritando: olhem para mim, eu sou um pavão!!!!?

Vamos lá.

Uma postagem por semana é muito pouco. Sei. Tenho que me organizar, semana perdida, essa ultima. Semana não, mês. Se for ver bem este ano não foi muito produtivo (em quase todos os aspectos). Em quase todos não, em todos. Todos também não, quase todos. Vou fazer check-up da situação. Melhor. Mas não divulgarei.

Estou acompanhando uma série da MTV: descolados. Minha irmã não me entende: como que um cara que só assiste filme B e C, que acha a contemporaneidade um lixo (sim, só produzimos lixo - não me excluo, é só lerem meus poemas e contos para verem) se perturba com uma série fútil dessas? MTV? Também não entendo ninguém, nem quero. Não procuro entender nem minhas personagens. Ninguém quer ser entendido, no final das contas. Queremos ser aceitos, já basta. Gosto da série porque me lembra dos tempos de faculdade, de porra-louquices. Sinto saudade desse que fui e não me acostumo com este que sou. É como dividir quarto no quartel, ou escolhemos que seremos?

Estou quase escrevendo um livro. Quer dizer, juntando meus cacos e organizando um. Mas não levaria a editora porra nenhuma. Mesmo porque requer um investimento de cerca de dois mil cruzados novos. Se tivesse dois mil tostões, seria o Sr. Wellington e pronto! Como não tenho, colocaria em qualquer canto para download. Mas não vou fazer não, não gosto de ser escritor. Nem blogeiro. Nem namorado. Nem desempregado. Nem bandoleiro. Nem trapezista. Nem escritor de novo.

Acabando. Tenho que escrever um conto de suspense para a revista (Samizdat). Posso reciclar um também, que tenho na manga do colete (como disse um camarada). A estória será de uma menina prestes a apertar o gatilho. Mas que não quer matar o cara, quer apenas ser desvirginada e passear de mãos dadas no shopping, depois. Tomar o MacColosso de avelã-com-chocolate que dizem ser bom. Ela quer ser normal e poder crucificar quem não é. Não sei o que fazer no final, talvez não faça nada, deixe para sempre ela apontando a arma para a cabeça do cara e úmida.

É legal brincar de Deus.

1224960

Autor da foto e link: Thiago Cantiga

JARDIM JAPONÊS

08.07

Ela sentia-se só
mesmo comigo ao lado
sentado
buscando-a nos olhos
não conseguia traze-la de volta
ao  mundo que compartilhamos.

Posei minha mão sobre a sua,
nossos dedos formaram uma grade
no banco
e nem isso a libertou.
Recolhi, então,
de lado, a minha pequenez.

Pensei em sair,
deixa-la...
Permaneci.
Queria ficar sozinho também,
ali.

...

O mindinho dela buscou o meu
e ficamos,
enfim,
à sós.

*inspirado em Hai-Kai’s e no “imagismo” americano, que se utilizam de símbolos para expressarem sentimentos.

[...]

SABEM?

Sabe quando dá vontade de gritar e está todo mundo dormindo?

Sabe quando você acha que vai dar certo e, quando vê bem, vê que não tem como dar. E depois vê que nem existiu o que você via.

Sabe quando você sonha que estava em Ribeirão Preto, mas andando de carro em São Paulo com uma guria e indo para um supermercado. E o trânsito está horrível, e você xinga todo mundo (de colocar a cabeça para fora da janela e manda-los para as putas que os pariu). E logo depois encosta a cabeça nos ombros da gaja e beija manso. E segue dirigindo. Mas quando, enfim, chega ao supermercado (que já é de Ribeirão de novo) ela fica no estacionamento conversando com uns caras todos vestidos de preto (não gosto quando as pessoas se vestem toda de preto, me sinto mal ao lado) e você entra e compra um fardo de Skol (sendo que prefere Brahma). Ela deve gostar de Skol, por isso. Quando sai vai direto para o carro e dali para casa, como se a jovem nunca tivesse existido (como de fato nunca existiu. O será que devemos contar a existência em sonho?) Mas nunca a vi. Lembra-me a pequena do Forró da Lua Cheia, mas era diferente. Meu sonhos são mudos, o que dificulta a identificação.

Sabe quando você não volta do sonho. Lembra de vez em quando que isso tudo não é um sonho, mas logo volta a se esquecer.

Sabe quando você acha que a mega-sena não resolveria os seus problemas.

Sabe quando você toma um comprimido de estase e vive a melhor noite da sua vida. Na verdade a pergunta é se você sabe como é triste o dia seguinte. Não pela ressaca, que é quase zero se você não ingerir álcool, mas pela nostalgia de saber que aquele dia nunca mais voltará.

Sabe quando você quer ficar a noite inteira escrevendo mas sente que ninguém terá saco de ler. Ops, tenho a de que uma pessoa lerá.

Sabe quando você tem a idéia de fazer uma promoção bacana, só para as pessoas que estão à sua volta terem esperança e serem felizes.

Sabe quando dá vontade de descascar cebola só para ter um álibi e pagar de bom filho.

Sabe quando você não sabe o que está sentindo?

Sabem?

Drummond disse uma vez que a sua maior satisfação era quando alguém lhe falava que se sentiu confortável ao ler um poema seu. Nem alegre nem triste. Confortável. Confortável em saber que mais alguém no mundo sentiu aquilo que ela sentia e que conseguiu superar. Sobreviveu. Brincou com os netos. Me sentiria confortável em saber (ou acreditar) que mesmo não sabendo de nada, brincarei com meus netos.

 

P.S.: No geral, sou um cara agradável, amável, educado. Sei fazer piadas oportunas. As mães das minhas amigas me querem para genro. Sei ser romântico (embora todas as vezes que fui, foi para contornar alguma situação adversa) e chegar sorrateiro por trás e dar susto. E depois beijinhos no cangote. Enfim, procuro disfarçar bem o cara taciturno…

Só estava com a guarda-baixa e achei o momento propício para escrever aqui.

 

Um grande abraço a todos. Um grande beijo a todas.

E votem em mim.

[...]

hipeR - Link número 1

Salve salve moçada!

Já está nas bancas de todo o Brasil e hipeR-Link n°1 !!!

Mas como sei que você é uma pessoa antenada, isperta e eu também sou, colocarei aqui um link para a o download direto da fonte!

Abaixo segue o editorial desta edição abre-alas!

Abraços!




link para visualização e download


EDITORIAL

Olá a todos que chegaram até aqui!

É justo começar pela proposta desta e-zine, afinal, é confortante sabermos onde estamos.

Isto que tens em tela nada mais é que uma coletânea de textos do blog Hiper-Link.blogspot reorganizados por temas, e não mais por data – como no blog. Trazem consigo comentários selecionados e um link no nome dos autores. É um back-up de luxo, por assim dizer.

Na primeira seção temos poemas , alguns antigos e revitalizados e outros feitos por esses dias – mas não especialmente para o blog. As postagens originais foram feitas motivos puramente temporais, por isso, não há entre eles correlação lógica feita intencionalmente.

A seção seguinte é constituída por fotos captadas por este que vos escreve. Elas, sim, têm uma temática comum: as núvens. O nome: A Dinâmica dos Fluídos foi em homenagem não apenas à água, mas também aos sentimentos que fluem em nosso firmamento e que esta e-zine procura movimentar. Não ebulir nem tão pouco condensar, apenas movimentar.

A “utilidade pública” do doc. está nas indicações de filmes. Achei por bem acrescentar aos meus rápidos comentários, trechos de diálogos.

Em prosa, lerão uma crônica cuja temática é não apenas os filhotes humanos, mas é também uma tentativa de narrar um mundo fora do nosso e que observamos por fração de minuto, esquecendo-o mais rápido ainda.

Em Espelho exponho-me refletido. E no Conto: Encontro procuro narrar a estória – saga – de uma conquista amorosa vista de dentro – em primeira pessoa. As pessoas e as coisas não têm nomes, nós é que os damos – e neste trabalho não nominei a ninguém.

Agora que vos situei, acredito que a degustação se dará de maneira mais confortável. Ficaria eternamente grato se criticassem, pois melhorariam a próxima edição de duas maneiras: contribuindo para que falhas não se repitam e dando aos outros leitores o prazer de ler vossas opiniões nela!!

Bora Ler!

Wellington Souza

[...]

BLOZINE

Aqui é Peixe do Deserto. Cambio.


Nossa, mais de uma semana sem postar por aqui...

Nota mental: crianças, sempre que vocês tiverem uma idéia genial, procure-a no google - com certeza vão encontrá-la. Encontrei tentativas parecidas à minha.

A minhas desses dias atrás foi fazer uma e-zine com as postagens antigas do blog e alguns comentários pertinentes. Passei a semana brigando com o InDesign e já está quase pronto o .pdf de 30 páginas. A capa é essa ai encima. Chamei de Blozine (blog + magazine). Terça-feira estreio aqui!

Estou aceitando parcerias. Esta é a fase Alfa - ia ser fase Um, mas Alfa é mais maneiro. A fase Beta (se conseguir passar da fase Alfa) será revelada mas à frente.

Quem quiser ter o banner na blozine HIPER-LINK, é me mandar um e-mail que conversaremos (souzawell@yahoo.com.br). O deixe um comentário que entro em contato. E está feita a permuta.
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Abaixo um poeminha, só para não perder o costume. Feito para dois desejos contraditórios e complementares. De certo modo, dialéticos. Segundo a filosofia zen-budista, a origem do sofrimento humano está enraizada nos desejos. O querer, o vir-a-ser leva à frustração. Quantas vezes você já conquistou algo desejado e depois de perguntou: "E agora?" ou "E daí?". É quase como pagar por sexo, fica sempre um gostinho de "quero-mais".


DESEJO E CASTIDADE
18.07

Passo os dedos em sua boca
e abro-a – entreabro,
como se pudesse lhe fazer pedir.

Passa os dedos em meus olhos
e fecha-os como a um cadáver querido
mas não pode me fazer sonhar.

Há a demanda insatisfeita.

Há a oferta insatisfatória.

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Um ótimo fim de semana a todos!
Valeu.
[...]

3 em 1

Opás!

Três novidades!

Fui chamado para participar de um portal literário: www.sociedadeliterária.tk. O grupo está em formação ainda, faço parte da primeira leva de membros. Mas bem legal a iniciativa da Flávia Borges e do Thiago. Vale à pena conferir os trabalhos dos outros membros.

Primeira atualização na revista samizdat: www.revistasamizdat.com Um conto e um poema inéditos.


MICRO CONTOS escritos e postados no twitter (respeitando os 140 caractéres). Enfim uma utilidade para aquilo! Se quiser receber, é só add @souzawell.



1
Foi até a padaria chutando pedra. Voltou na mesma, mais o balanço do saco. Ante o gol, sofreu pênalti de um Uno que ganhou contramão.

2
-Desce pinga! –Hum... -Virou bixa; guri vai sair de casa, agora; Morar com amiga e amigo. –Hum... -Que vá, não ligo.Ouviu: que vá!! -Hum...

3
"...não tenho dinheiro", "tem sim", a respondeu. Ela, mulher, captou e se despiu. O pior era a certeza do prazer de durante e de depois.

4
Não sei até quando ficarei acabando. Será que depois de muito acabar, que parar de vez de sentir, ficarei como a mesa ou as cadeiras?

5
Não morreu pelo atropelamento, nem pela nuca no meio fio. Queria era se apagar, dormir, esquecer, então não resistiu ao soninho que veio...

6
Gostava, quando criança, de jogar bola – resta a saudade. Ontem em plena chuva não resisti e fui também. Agora os pneumococos estão jogando.

7
Matou o amante da esposa. Tatuou (braço e peito) um caixão, nome do alvo e a data. Se fundem ali. Esperou, com cerveja e futebol, a polícia.

8
A casa pegando fogo, o Homem Moderno parou na janela e perguntou: “como está o tempo ai fora?”. Silêncio, todos esperavam um vôo triunfante.

8
Se eu não terminar, ela não sofrerá agora e sim depois. Se terminar, sofre agora: o futuro não sei. Não, agora não, arrumarei outra antes.

9
Roxo ou preto? unha negra ou branca? com ou sem decote? sombra clara ou forte? Para que isso? quando tudo acabar o caixão ficará fechado!
[...]

Vamos lá ...

…, são 04:22 da madrugada ainda há ânimo de começar uma postagem.

POEMA

Fiz para o espaço-escrita. O exercício era, a partir de uma imagem dada (um piano, um papel com notas-musicais escritas), escrever um texto em qualquer gênero. Escrevi com eu-lírico feminino mais uma vez, como se a mulher fosse o piano que, sem ser utilizado, não tem sentido de ser (existir) no mundo. E depois que um homem a toca, vai se criando o mundo até se desfazer novamente ao final da sonata.

SONATA DA CRIAÇÃO

Seu caminhar não abalou o silêncio pré-genesíaco
que dorme.
Aproxima, sorri, senta-se
hálito com hálito.

Toca meu dedo anelar
e o martelo,
ainda tímido,
faz vibrarem meu nervos
que soam leve o bastante para embalar o primeiro sol do recém-mundo
e arrepiar-me toda, ali.

Logo taca também o segundo
e o terceiro
e as notas vão regendo as coisas e os seres,
e o quarto
e a mão
e me faço, enfim
– me faço não; e me faz
enfim
ser ouvida, vencendo o vácuo e o infinito!

para um instante depois quietar,
esbaforida
– esbaforida não, esbaforidos
de tanto soar e tocar e suar.

Ainda,
antes de partir,
fecha-me a calda e acaricia
de tão leve
que apenas as pontas dos dedos me pulem e me engorduram.
E tudo volta ao pré-genesíaco
e nem ouço seus passos o afastando.

 

 

MONOGRAFIA

Sobre a monografia, descobrir que havia uma falha em como fiz o modelo no Excel. Roda-lo-ei novamente, agora corretamente. Mas esse assunto é chato, deixa pra lá.

Estão vendo esse chat ai ao lado? Então, para usa-lo é necessário cadastro (falar um nick, senha e colocar o e-mail e pronto, já pode usar). Com isso feito, dá pra colocar um no seu blog também. Daí é só conversar!

 

 

ARTIGO PARA A REVISTA

Estou também preparando um artigo para a revista. Levantando a filosofia da composição de alguns autores. Para isso, vendo e lendo entrevistas, cartas etc dos mesmos (já que a maioria, ao contrario de Poe, não nos deixou esse legado formalmente, em forma de artigo). Alguns, como Drummond, escreveram poemas em que exteriorizam seu modo de criação; mas decidi não utilizar essa fonte pela subjetividade que contem (visto que é um eu-lírico que se manifesta nestas obras).

As que estão em áudio (ou vídeo), transcrevo os trecho que me interessam. Tem uma muito boa do Drummond (trecho abaixo). Gostaria de citar a Clarice Lispector também, mas ainda não encontrei pistas de como compõe sua obra – ou melhor encontrei, mas de forma tão subjetiva que ainda não sei como usa-la. Um link para uma entrevista que ela concedeu para o jornalista Júlio Lerner (programa Panorama Especial – TV Cultura, 1977) poucos meses antes de falecer.

Ao ler qualquer texto de caráter informativo, gosto de citar fontes confiáveis sobre o assunto. De pessoas que fazem, fizeram ou estudaram sobre o determinado tema. Afinal, minha opinião não vale de nada à vocês. Argumentação, sem citação, para mim é retórica, não enriquece.

ESPELHO

“As mudanças de natureza íntima que nós temos… nossos interesses evoluem, nós passamos por diversas estações: não são quatro dentro de nós não, são inúmeras. E essas estações nem sequer são sucessivas, elas às vezes são imbricadas umas com as outras, elas se confundem, então nós não sabemos hoje o que sentiremos amanhã, e essa precariedade, essa falta de continuidade do sentimento humano é o maior entrave ao amor.”

Andrade, Carlos Drummond de. GLOBO NEWS - ARQUIVO N : CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE. Link no you-tube, Rio de Janeiro. 2007.

* lembremos que o texto foi transcrito, ou seja, não era um texto, e sim uma fala.

Pronto: 05:22 da madrugada. Hora de acordar em sonhos.

[...]

A Viva e a Morta

Estreando o Live Writer, 03:13 do dia 22/07.

Good news everyone! Fui aceito como membro permanente da e-zine SAMIZDAT > http://www.revistasamizdat.com. Um pessoal bem legal, com experiência em mídia independente e convencional. Um projeto muito bom, vale à pena entrar lá no blog (endereço acima), fazer o download da revista, que é distribuída livremente. Enfim, conhecer o trabalho que é empolgante!

clip_image001

Fim da estréia: 03:54 do mesmo dia.

-Poema sem nome
22.11
E o que sou eu,
senão
um ice-berg
fantasiado de ilha-tropical?

Agora sim o fim!

Volte Sempre!

Abaixo, um conto bestinha. Na verdade, mais para um exercício de diálogo. Ao estilo: Nossa, como sou um lixo (o Chopp); ou: Homem não fofoca.

[...]

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